quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Diagnose Visual

A diagnose visual é uma importante ferramenta para avaliar os sintomas de deficiência ou toxidez de um elemento pela aparência da planta, sobretudo, pela coloração de suas folhas. A observação dos sintomas exige uma grande prática visto que, os sintomas podem ser confundidos com doenças ou ataque de pragas.
É importante destacar que somente em casos de deficiência aguda, ocorre claramente a manifestação dos sintomas visuais. Por isso, o uso da diagnose visual não deve ser regra e sim, um complemento da diagnose.
Vamos falar agora de sintomas que podem ser observados durante a diagnose visual de  algumas culturas.

Soja

Para que ocorra com sucesso a análise, um aspecto importante é a época de amostragem e a escolha do tecido a ser colhido. A época recomendada é quando 50 % das plantas do talhão se apresentar em início do florescimento (fase de desenvolvimento R1), que ocorre com o aparecimento de uma flor aberta em qualquer nó da haste principal. Deve-se colher, por talhão, em torno de 35 folhas trifolioladas recém-maduras, sem pecíolo, que, de modo geral, correspondem à terceira ou quarta folha a partir do ápice da haste principal.
Os alunos do sexto período de Agronomia do IFTM estão conduzindo um experimento com soja onde, até o momento, não foi diagnosticado deficiência de nenhum nutriente, de acordo com a diagnose realizada pelos alunos. É importante ressaltar que a amostra ainda não está no estádio fenológico adequado para que seja efetuada a diagnose visual. Porém, como os alunos estão acompanhando o desenvolvimento da soja, estão observando em todos os estádios. Na foto a seguir podemos ver que a soja está em bom estado


Algodão
As necessidades de elementos minerais mudam ao longo do crescimento e do desenvolvimento de uma planta. O estado nutricional da planta pode ser avaliado de acordo com comparações entre uma amostra e um padrão. E, devido as necessidades de nutrientes minerais serem diferentes em cada fase, deve-se atentar para que a coleta seja feita no mesmo estádio fenológico e lugar das plantas.
Os sintomas de deficiência nutricional são generalizados e em alguns casos específicos podem ocorrer em reboleiras.
Para facilitar a identificação correta da deficiência nutricional, pode ser utilizada uma chave de identificação de sintomas.

Milho
Os sintomas que podem ser observados no milho são:
Clorose nas pontas e margens das folhas mais velhas seguida por secamento, necrose ("queima) e dilaceração do tecido; colmos com internódios mais curtos; folhas mais novas podem mostrar clorose internerval típica da falta de ferro, que podem ser deficiência de nitrogênio.
Quando as folhas mais velhas amarelecem nas margens e depois entre as nervuras dando o aspecto de estrias; pode vir depois necrose das regiões cloróticas; o sintoma progride para as folhas mais novas pode ser deficiência de potássio.
Já quando aparecem pequenas manchas brancas nas nervuras maiores, encurvamento do limbo ao longo da nervura principal pode ser deficiência fósforo.
Cacau
As características que devem ser observadas no cacaueiro são a dispersão, simetria e gradiente dos sintomas.
A deficiência de nitrogênio aparece em folhas velhas, clorose uniforme e necrose a partir da extremidade do limbo.
Os sintomas da deficiência de fosfora aparece também em folhas velhas levado a um escurecimento da folha, desfolhamento precoce e pode haver uma necrose apical e estreitamento do limbo.


A deficiência de potássio aparece em folhas velhas com clorose efêmera nas pontas e margens, seguida por necrose.

Sorgo
Sintomas de deficiência Inicialmente, folhas mais velhas apresentam uma coloração verde-clara, que progride para uma clorose total, a qual se inicia a partir da ponta do limbo, expandindo-se em direção à bainha pelo meio da folha e, posteriormente, para as laterais. Em casos severos, as folhas tornam-se totalmente amarelas (clorose uniforme) e ressequidas a partir da ponta. As plantas têm crescimento reduzido e apresentam colmos mais finos.

Fósforo
Sintomas de deficiência Manchas irregulares, começando de modo disperso pelas bordas, na porção mediana de folhas, a princípio nas mais velhas. As manchas coalescem, estendendose ao longo do limbo, em três direções, para a bainha, nervura central e ponta da folha. As manchas têm coloração marrom, opaca, bem suave, com aparência enrugada e fina, muitas vezes demarcadas por uma coloração vermelha-escura, além de estrias e pontuações marrom-avermelhadas suaves. Apresenta necrose retilínea ao longo da borda foliar, a partir das folhas mais velhas. O crescimento da planta é reduzido.

Potássio
Sintomas de deficiência Inicialmente, nas folhas mais velhas, há ocorrência de manchas escuras avermelhadas e necrose de formato retilíneo ao longo das nervuras secundárias e das bordas, começando das extremidades para a nervura principal, além de secamento da ponta da folha. Ocorre, também, enrolamento parcial da borda para o centro no terço superior da folha e paralisação do crescimento dos internódios, dando à planta a aparência de um leque, com as bainhas das folhas sobrepostas.

Referências Bibliográficas
Congresso brasileiro de cacau
Circular técnica – Embrapa Milho e Sorgo

Guia de Diagnose Visual de Deficiências Nutricionais em Sorgo-Sacarino

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

IMPORTÂNCIA DA PALHADA NO SISTEMA DE PLANTIO DIRETO



O plantio direto é um sistema de cultivo que visa à conservação do solo, onde as etapas de aração e gradagem não são feitas. O solo é mantido coberto por plantas em desenvolvimento ou resíduos vegetais.
O sistema de plantio direto na palha consiste na contribuição para que o solo não seja levado pelas erosões que causam perdas de solo, água; armazene mais nutrientes, fertilizantes e corretivos, assim, evitando a contaminação de nascentes, rios e conservatórios de água. É um sistema com alta viabilidade econômica e em muitos casos duplica a produção e produtividade.
O sistema é um dos mais importantes instrumentos para o sucesso de projetos de integração lavoura-pecuária-floresta implantados para recuperação de pastagens degradadas.
No verão, a palhada protege o solo da ação direta dos raios solares, conservando a temperatura amena e mantendo a sua umidade favorecendo consideravelmente a germinação de sementes.
No inverno, defende o solo contra perca de umidade causada pelo sol e pelos ventos. A palhada contribui também para diminuição de plantas daninhas e de doenças severas das culturas irrigadas, como por exemplo, o mofo branco do feijoeiro.
A palhada tem ainda outras funções muito importantes como, por exemplo, proporcionar maior atividade biológica de pragas e doenças, viabilizando o aumento no teor da matéria orgânica do solo melhorando a CTC dos solos no Cerrado.
Portando, conclui-se que a utilização do sistema de plantio direto sobre palhada é economicamente viável e também benéfico à produção e produtividade.

Referências bibliográficas:
EMBRAPA
Jornal Dia de Campo
www.agricultura.gov.br


quinta-feira, 1 de setembro de 2016

RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA ADUBOS E ADUBAÇÃo



Fertilizante é toda substância mineral ou orgânica, natural ou sintética, que fornece um ou mais nutrientes para as plantas. Fertilizante mineral é o produto de natureza fundamentalmente mineral, que fornece um ou mais nutrientes para as plantas. Fertilizante orgânico é o produto de natureza fundamentalmente orgânica, obtido por processo físico, químico, físico-químico ou bioquímico, natural ou controlado, a partir de matérias-primas de origem industrial, urbana ou rural, vegetal ou animal, enriquecido ou não de nutrientes minerais.
No dia 22 de agosto de 2016, foi realizado pelos alunos do 6º período, do curso do curso de Agronomia do Instituto Federal do Triângulo Mineiro, uma aula prática relacionada a importância da correta armazenagem de fertilizantes no galpão de estocagem do IFTM – Campus Uberlândia. Foram encontrados diversas opções de fertilizantes contendo nitrogênio em sua composição, sendo eles: 1-00-57, 43-00-1, 14-03-19, 10-10-10, 3-17-00, 20-05-20, 4-14-08 e um organomineral peletizado 06-30-00+B+Cu+Mn (produto resultante da mistura física ou combinação de fertilizantes minerais e orgânicos).
Os fertilizantes sólidos, são aqueles que se apresentam no estado sólido e estão subdivididos em duas classes.
1ª classe: Pó ou farelado, quando as partículas são de pequenas dimensões, nesta forma de pó visualizou-se o Superfosfato Simples (SSP), e na forma farelado visualizou-se o Cloreto de Potássio (KCl).
2ª classe: nesta classe caracteriza-se como fertilizante granulado quando as partículas do mesmo são de dimensões que permitem caracterizar um grânulo, onde visualizou-se como exemplo da característica o 00-20-00. Também nesta classe, as misturas de fertilizantes apresentam peculiaridades próprias como por exemplo, misturas de grânulos, que são as obtidas pela mistura física de dois ou mais nutrientes contidos em grânulos distintos, observado a mistura de grânulos 4-14-08.
No barracão havia 1.275 Kg de P2O5 fonte do fertilizante 03-17-00 e misturas de granulados, que são as obtidas pela mistura de dois ou mais fertilizantes simples em pó e sua posterior granulação, onde visualizou-se o fertilizante organomineral peletizado 06-30-00+B+Cu+Mn.  Os organominerais são os fertilizantes resultantes da mistura de fertilizantes orgânicos e minerais, cujo objetivo dessas misturas é enriquecer os materiais orgânicos de nutrientes vegetais, porém sua aplicabilidade tem sido restrita porque só se consegue produzir essas misturas com concentrações relativamente baixas tanto do componente orgânico como do mineral.
 Os fertilizantes, de acordo com o decreto do MAPA nº 4954/2004 podem ser classificados em:
Mononutriente: produto que contém um só dos macronutrientes primários, como exemplo encontramos o 01-00-57 e 43-00-01
Fertilizante binário: produto que contém dois macronutrientes primários, como exemplo encontramos o 01-00-57
Fertilizante ternário: produto que contém os três macronutrientes primários, como exemplo encontramos o 04-14-08.
            A estocagem deveria estar seguindo normas de armazenamento em paletas ou estrados de madeira. Se a utilização desses recursos não for alcançada, aconselha-se que o chão seja forrado com sacos ou lonas plásticas para que evite o contato direto do adubo com o piso e outros produtos. O espaçamento entre as pilhas deveria ser de 60 cm e 50 cm das paredes do galpão.
            O galpão de estocagem não está adequado para este fim. Existe muita exposição à umidade, paredes com mofo entre outros detalhes que vão contra as normas e legislações adequadas para este fim. Para que estes problemas fossem solucionados, seria necessário a retirada dos produtos deste local para que fosse realizada uma reforma e a adequação do barracão, para que posteriormente retomasse com a função de estocagem no local.

Referencias bibliográficas:
www.unifertil.com.br
www.agricultura.gov.br